Reparto
Dezembro 16, 2009
Hoje fazem exatos nove meses desde minha despedida.
Fecham-se as cortinas.
Março 16, 2009
Então,
vou parar. Não sei por quanto tempo, não sei se pra sempre. Fui inocente ao começar estes registros. Tornei tudo público; fui transparente. Não escondi. Foi bom; me vi.
Não sou um escritor maduro. Não sei se jamais o serei. Houveram peças daqui que me fizeram ter orgulho de mim mesmo; contudo, lamento dizer que foram uma minoria. Tenho passado tempos difíceis e me questionado tudo. Tenho refletido e chorado e gritado e minguado e. Não é a hora de soltar meus filhos no mundo. Talvez tenho sido um pai libertário demais – procurarei agora um caminho mais conservador.
Queria agradecer àqueles que me ajudaram até aqui. Foram modestas visitas, a maioria de conhecidos. Dentre os anônimos, agradeço a Poetriz, quem talvez nunca conhecerei mas que já esbarrou por aqui algumas vezes.
Dentre aqueles que adentravam o picadeiro por conhecerem o palhaço, agradeço principalmente ao Gil. Me encorajou, ajudou, opinou e corrigiu. Não ache que seu esforço foi em vão, querido amigo. Talvez eu ainda volte para o bis. Espero.
Agradeço àquela que me amparou quando eu precisei. Amor, você me lê desde minha gênese. Obrigado por não desistir.
E por fim, agradeço à todos aqueles que por aqui já esbarraram.
Fecho agora as cortinas do picadeiro. A música míngua num sutil fade out. Os malabares recolhem suas garrafas e os trapezistas dão o pulo final. Disparam os canhões. Grita o mágico. A luz explode e se vai. As cortinas se tocam.
(mas a criança da primeira fila jura ter visto a lágrima do palhaço. ‘eu volto’.)
Introdução
Junho 12, 2008
“Gastei uma hora pensando em um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira“
Carlos Drummond de Andrade
Aos que não me conhecem, sou Tavos Mata Machado, estudante. Ocasionalmente músico e ridiculamente escritor. Crio esse blog como projeto paralelo ao meu já existente A Vila de Tull, destinado à assuntos gerais mas que acabou se tornando algo de cunho mais político. De qualquer forma, ele está meio caído em desuso.
Enfim, esse novo domínio tem por objetivo publicar (me emociona a concepção pura da expressão. “Publicar”, tornar público. Algo tão banal pode se relacionar a centenas de coisas) minhas produções literárias, principalmente poéticas. Vocês ocasionalmente encontrarão por aqui também letras de música e, quem sabe, até um conto.
Longos dias e belas noites à todos